22 junho 2010

VIA DE LA PLATA(Underconstruct)













Foi com grande entusiasmo que embarcamos para mais uma aventura. Apesar de hesitações relacionadas com a escolha do percurso para este ano, por motivos de ordem pratica ficamos-nos pelos caminhos de Santiago de Compostela, a começar da Régua com passagem por Chaves, acabando por ser uma decisão acertada. Pois "El Camino" mais uma vez mostrou-nos de forma exuberante belas paisagens, trilhos fantásticos, monumentos históricos, etc...


















1ª Etapa: Régua - Chaves



09-06-2010



Distância:



Altimetria:



Média:







Nesta primeira Etapa, eu e o Nuno Moura contamos com ajuda do nosso amigo Jorge Moreira para chegar a Régua, que como sempre para alem de muito prestável, é o nosso mecânico de bicicletas (trata por tu os cinco melhores mecânicos da Europa e quiçá do mundo), ficando aqui os meus agradecimentos. Os restantes membros do grupo iriam juntar-se nesse mesmo dia a noite na Cidade de Chaves vindos de autocarro e transportando os nossos alforges poupando a assim um dia de esforço com menos carga. No Dia D, pelas 09h00, o tempo ameaçava ser muito chuvoso, mas como por encanto abrandou no momento da partida. O caminho escolhido foi pela antiga via férrea da Régua até Chaves. O percurso é muito agradável pois foram retiradas todas as travessas e basicamente não tem qualquer dificuldade técnica visto que se trata de terra batida com alguma brita a mistura. Como é óbvio a ganho de elevação foi pacifico, dando-nos a oportunidade de tirar umas belas fotos ás paisagens soberbas do Douro vinhateiro. A partir de Vila Real as coisas complicaram-se pois tínhamos planeado seguir pela via férrea mas após várias tentativas no sentido de o percorrer, o mesmo encontrava-se totalmente obstruído pela vegetação e intransitável pelo que decidimos seguir o plano B ou seja rumar até Vila Pouca de Aguiar pela Estrada Nacional n.º2 sendo a única alternativa para quem não conhece o terreno, sendo de lamentar estado daquela via visto que oferece excelentes condições para que seja valorizada e atrair o cada vez um maior numero praticantes do BTT. Fica aqui então uma nota negativa aos responsáveis por aquela autarquia. Ao Chegar a Vila Pouca de Aguiar fizemos uma paragem para almoçar num restaurante, e seguimos cerca de oito quilómetros de ciclovia asfaltada até Vidago, ai tivemos a oportunidade de admirar uma bela Igreja Românica, um belo preludio aos Caminhos de Santiago. A partir de Vidago continuamos pela via férrea por uma longa distância ao que parece parte da mesma foi convertida num caminho pedestres registado visto encontramos sinalética nesse sentido. A dada altura cometemos o erro de não seguir a sinalética e continuamos pela via férrea seguros de que a mesma nos levasse ao final desta etapa, mas esta opção revelou-se desacertada, pois percebemos ao chegar ao topo da uma encosta que estávamos a desviar-nos do objectivo por isso rectificamos e descemos a mesma improvisando por alguns trilhos tentando assim chegar assim a estrada nacional e retomar o rumo. Desta feita voltamos a encontrar novamente uma antiga via férrea junto a estrada nacional, facto que me surpreendeu visto que não me tinha cruzado antes com qualquer bifurcação, de qualquer das formas percorremos a mesma até que a mesma terminou junto da nova Auto Estrada sem qualquer possibilidade de a transpor, obrigando-nos a recuar e acabar esta jornada pela Estrada e por sinal debaixo de chuva intensa. Finalmente chegamos a Chaves pelas 17h00, sem grandes dificuldades, dirigimos-nos a uma loja da bicicletas situada junto do lealde a entrada da cidade para reparar o meu desviador da frente que se encontrava danificado. Em seguida desloca-mo-nos para residencial "Quatro Estações", cuja as instalações são relativamente correctas para o preço praticado (cerca de 12€ por pessoa com pequeno almoço incluído ) onde aguardamos pelos nossos companheiros, Serginho, Miguel e Quim que chegaram pelas 21h00, para nossa grande alegria, pois precisava-mos de trocar a nossa roupa encharcada e ansiava-mos pelo momento do jantar.







2ª Etapa: Chaves- Orense






Distância:



Altimetria:



Média:






Para esta 2ª Jornada, a partida foi marcada para as 07h30, agora sim o grupo de peregrinos encontrava-se completo e ansiosos por arrancar, o céu estava nublado e a temperatura amena, seguimos um caminho de terra batida com alguma lama junto ao rio Tâmega até a fronteira.O percurso era muito rolante, motivo pelo qual chegamos muito rapidamente a Verim ao primeiro albergue da via de la plata para carimbar a credencial. Foi ai que o nosso caminho se cruzou pela primeira vez com um grupo de cerca 30 Bttistas portugueses bem dispostos provenientes da Zona Mindelo cujo o caminho iria se cruzar por diversas vezes com o nosso. A partir de Verim o o caminho dos peregrinos bifurca em dois sentidos. Escolhemos seguir por Laza visto que o caminho é essencialmente montanhoso. Ao entrar no monte deparamos-nos com uma grande encosta difícil e íngreme, o piso em xisto bastante escorregadio que nos obrigou a desmontar. Chegados ao topo no planalto paramos para reabastecer no famoso "Rincon del peregrino" estrategicamente localizado visto que não verifiquei qualquer estabelecimento do género em muitos quilómetros (Fica a ressalva aqui também para levarem muita agua visto que existe poucos pontos de agua). A seguir ao Rincon percorremos algumas calçadas romanas e um sobe e desse de colinas por caminhos do campo até Ourense. Nesta Cidade o Albergue encontra-se num edifício antigo renovado parecido com uma abadia. As instalações são bastante agradáveis o correctas. O responsável pelo mesmo indicou-nos um restaurante económico nas proximidades onde foi servido um caldo galhego e feveras ternera, pelas 22h00 já tínhamos recolhido, hora do fecho do Albergue. Não deu para visitar a cidade e tínhamos de recuperar forças.


3ª Etapa OURENSE - A LAXE (Lalin)


Distância:


Altimetria:


Média:



Acordamos cedo pela manhã e cerca das 07h00 partíamos de forma descontraída convencidos de que esta etapa não seria difícil dada distância pelo que arrasta-mo-nos pela cidade. Primeiro tomamos o pequeno almoço numa esplanada apesar das nuvens escuras, e a seguir podemos contemplar a bela imponente ponte Romana tirando fotos. Ao transpor o Rio X as coisas complicaram-se começando por um grande subida conhecida na gíria como "parede" para aquecer os músculos e para dificultar ainda mais começou a chover copiosamente sem parar. a n horas ao sair da cidade vão encontrar uma grande encosta bastante dura, e depois disso muita calçada romana, e colinas com alguns caminhos fantásticos... nesta etapa fomos nas calmas e almoçamos num tasco junto ao mosteiro de OSEIRA ( por sinal é espectacular), fomos bem servidos e foi barato ( cerca de 8€ sopa+prato de resistência+café solo + cerveja, não tem que enganar só há dois tascos e é o que esta mais a direita com uns chouriços ao de penduro, lolololo). a seguir outra encosta bastante técnica e dura e muita calçada romana e um sobe e desse de caminhos do campo até Laxe. Ai o Albergue encontra-se num pequeno povo mas quanto a mim foi o melhor albergue por onde passei de pelas instalações e condições. Perguntem ao responsável do Albergue pelo numero de telefone do restaurante ali próximo que costuma vir buscar e repor o pessoal para ir jantar com uma carrinha (também, é bem servido e económico). O Albergue também encerra as 22h00)



03 fevereiro 2010

CHALLENGE SERIES 2ª Etapa 2010 ATREVES-TE???


Pessoal, aqui vai mais um desafio BTT!
Evento gratuito, em automomia cujo o percurso de 105km com acumulado de subida 3000m, insere-se num espirito de aventura, onde poderás desafiar os elementos, a natureza e especialmente as tuas capacidades. É só para puristas...

Depois da participação na primeira etapa vou fazer tudo para estar presente!
Não vale arranjar desculpas, inscreve-te http://www.bttalega.com/ .



CHALLENGE SERIES 1ª ETAPA 2010





No passado dia 30-01-2010 foi-me concedido o privilégio, a mim e a mais dois companheiros, o Nuno Moura e Paulo Costa, de participar numa das etapas da serie de eventos denominada "Challenge-Series".

Quando fiz a inscrição, sabia que, dado a minha forma física, muito provavelmente não acabaria o percurso visto que se tratava de 101 km de trilhos em montanha cujo o acumulado de 2800m impunha respeito, pelo que mesmo assim arrisquei! Pois o conceito, ao qual agora fiquei rendido, enquadra-se perfeitamente na minha forma de estar na vida como no BTT.

O facto de se tratar de um evento gratuito organizado por verdadeiros amantes da modalidade, voluntários estes que trabalharam, "pro bono", para proporcionar um dia de grande prazer e de desfrute aos participantes, sem que por detrás disso estivesse alguma lógica de lucro, só demonstra um carácter altruísta e anti - conformista, completamente ao reverso da sociedade actual. Uma atitude que é de Louvar. Por isso, um bem-haja a esse pessoal que curiosamente é quase sempre anónimo...

Quanto ao dia propriamente dito!? Bem, foi duríssimo! o percurso era composto por longas subidas, com excelentes descidas, para alem das paisagens explêndidas e soberbas, não faltou nada. Valeu a camaradagem e boa disposição do Nuno e o espírito de sacrifício e abnegação do Paulo, assim como a minha força de vontade e o meu GPS hé hé... Acabamos o percurso na sua totalidade com grande satisfação e orgulho. Para mim foi um desafio que abriu os meus horizontes para outra dimensão do Btt.


Um Muito obrigado a todos quantos fizeram parte deste dia inesquecível!

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